1876- 2026: São Sepé celebra 150 anos entre história e poesia

Neste 29 de abril, o município de São Sepé chega aos 150 anos reafirmando sua identidade marcada pela história, pela resistência e pelo sentimento de pertencimento de seu povo.
Fundada oficialmente pela Lei Provincial nº 1029, em 1876, a cidade carrega raízes que remontam a tempos anteriores, entre disputas territoriais, formação de estâncias e a presença indígena na região.
O nome São Sepé ecoa narrativas que atravessam gerações. A versão mais difundida associa a origem ao lendário guerreiro Sepé Tiaraju, símbolo da resistência indígena nos Sete Povos das Missões. Para o historiador Aurélio Porto, a referência surge de uma aldeia guarani liderada por Sepé.
Já Paulo Xavier aponta outra possibilidade: a existência de uma estância missioneira chamada San Sepé, ainda no século XVIII.
Entre fatos e memórias, o que permanece é a força simbólica desse nome, que transcende documentos e se firma no imaginário popular.
Próxima de São Gabriel, a cidade compartilha vínculos históricos com a trajetória de Sepé Tiaraju, cuja presença é evocada em lendas, marcos e tradições que alimentam a cultura local.
Ao longo de um século e meio, São Sepé viu chegar colonizadores, enfrentou instabilidades de fronteira e consolidou sua comunidade com trabalho e perseverança.
Das primeiras delimitações de terras no século XVIII ao crescimento urbano e social, construiu-se uma cidade que guarda no cotidiano os sinais de sua trajetória.
Mas São Sepé não é feita apenas de datas e registros. É também poesia viva:
Bem pertinho,
do coração do Rio Grande,
ergue-se uma terra de memória e coragem.
Entre campos e histórias,
lateja um povo que resiste,
que canta suas origens,
e transforma passado em futuro.
Nos seus 150 anos, São Sepé celebra mais do que sua fundação: celebra sua gente, suas histórias contadas ao pé do ouvido, suas lendas que correm como rios e sua capacidade de seguir adiante sem esquecer de onde veio.
Edição: Luís Garcia.
Fotos Divulgação.
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