Avise sua família: Sérgio da Silva Almeida

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Na quarta-feira, 27, foi celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos. No YouTube há vídeos que emocionam.

Num deles, em lágrimas, um pai diz, enquanto usa um estetoscópio para ouvir as batidas do coração da filha no peito de um homem que recebeu seu órgão: “Ela está viva. Jack está vivo e ela está viva. É o coração dela! ”.

Na terça-feira, ao retornar de palestra no The One Business Tower, em São José dos Pinhais (PR), parei em Itajaí (SC) para fazer ajuste quiroprático com Edson Lopes (foto), da Clínica de Quiropraxia SOS Coluna. E quando o vi com a cabeça raspada, soltei uma risada e perguntei: “O que fizeram com você, amigo?”.

Ele, de pronto, respondeu: “Eu e meus amigos, que fazemos parte de um grupo de pais e amigos chamado Ferino, decidimos raspar a cabeça em apoio ao nosso amigo Chico que, através de um exame de rotina, descobriu que está com câncer no pâncreas”.

Na hora me lembrei da vez em que conheci uma moça que precisava de um transplante de rim. Cecília, ao notar que eu havia visto o cateter implantado na parte inferior do seu abdômen, explicou: “Eu faço diálise peritoneal automatizada”. Fiz uma cara de quem não entendeu bulhufas nenhuma.

Cecília continuou: “Antes de dormir, eu me conecto a uma máquina cicladora, que atua como um filtro do sangue, removendo excesso de água e toxinas do corpo. Eu sofro de insuficiência renal crônica terminal, e estou há dois anos à espera de um transplante”.

Compadecido com a sua dor, em meu retorno para casa, dentro do carro, falei com Deus: “Jesus, há dois anos Cecília espera por um transplante. E creio que o Senhor pode dar um jeito nisso”.

E não é que três dias depois apareceu um doador?! Uau, nem acreditei! Cecília voltou a sorrir, graças ao rim novo.

O que me incentivou a avisar minha família sobre minha decisão de ser doador. Desde então, tenho aconselhado os amigos a fazer o mesmo. E costumo brincar: “Se você não fizer nada de bom em vida, faça em morte!”.