Infelizes, loucos! Sérgio da Silva Almeida

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A colega colunista do Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, Vera Beatriz, em seu texto “Um homem feliz”, escreveu: “Parece que a felicidade vem por momentos, e em outros nos sentimos preocupados, até muito tristes. É que as alegrias por situações diversas passam rápido”.

Para um criacionista como eu, que se baseia na crença de que o universo não é obra do acaso, a Bíblia é o Waze de Deus que me aponta com segurança as respostas que preciso para minhas escolhas diárias. E desde que comecei a estudá-la, constatei que, em nenhum momento ela promete felicidade plena durante minha passagem pela Terra. Então, se a vida é cheia de altos e baixos, procuro curtir ao máximo os momentos felizes, como sabiamente foi colocado pela nobre articulista: “… a felicidade vem por momentos…”.

Entretanto, talvez você se surpreenda ao saber que a Bíblia, ainda que não diga que todo dia é dia para ser feliz, alerta que podemos ser infelizes e até viver como loucos após nossa passagem por aqui. O apóstolo Paulo, contrariando as religiões que vendem a ilusão da felicidade absoluta, escreveu: “Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo”. No livro de Lucas há o alerta para os que acham que a felicidade está nas riquezas: “E direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: louco! Esta noite pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si junta tesouros, e não é rico para com Deus”. Portanto, fique ligado: “Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada… E, no meio, entre a vida e a morte, brigamos por algo que não trouxemos e não levaremos”.

Conta-se que, após o funeral de um bilionário norte-americano, um jornalista, curioso, procurou os familiares para fazer a eles o questionamento: “Quanto o falecido deixou?”. E como não obteve resposta, sentindo-se frustrado, contou a um amigo sobre o ocorrido que, de pronto, respondeu: “Eu sei quanto o falecido deixou!”. Surpreso, o jornalista rebateu: “Como pode isso? Você sequer conheceu o bilionário…”. Foi aí que o homem, sorrindo, respondeu: “Ele deixou tudo!”.