Morre no Rio de Janeiro o ex-técnico Zagallo

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O ex-jogador e ex-técnico, Mário Jorge Lobo Zagallo, conhecido apenas como Zagallo, morreu. Uma nota foi publicada nas redes sociais do jogador no início da madrugada deste sábado (6).

“É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo.

Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas.

Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa.”

Uma lenda do esporte:

Como jogador, Velho Lobo levantou a taça em 1958 e 1962. Em 1970, era o treinador do Brasil e em 1994 foi coordenador técnico, conquistando o tetra ao lado de Parreira.

Único tretacampeão mundial, Zagallo disputou sete Copas do Mundo. Chegou à final em cinco, sendo vice-campeão diante da França, no fatídico 12 de julho de 1998.

Zagallo nasceu em Atalaia (AL) e foi para o Rio de Janeiro logo aos 8 meses de vida. Foi morar na Tijuca, bairro da Zona Norte com o qual desenvolveu uma relação próxima durante toda a vida.

Das peladas no Maracanã – antes mesmo da inauguração do estádio –, Zagallo passou pelas categorias de base do América, que tinha sede na Tijuca, antes de ir para o Flamengo.

Aos 18 anos, foi convocado para servir o Exército e deu início à sua relação com copas do mundo. Começou com um revés. Fez a segurança das arquibancadas do Maracanã na derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa de 1950. Foi testemunha, portanto, do fatídico Maracanazzo.

Vão ter que me engolir!’

 

Em 1997, ao vencer a Copa América, Zagallo disparou uma de suas frases célebres, em ataque aos críticos da seleção: “Vocês vão ter que me engolir”.

As brincadeiras com o número 13 eram rotineiras. Quando tinha a oportunidade de citar uma frase com 13 letras, não perdia a chance.

“Brasil campeão tem 13 letras, e Argentina vice também”, bradou ao vencer nos pênaltis os rivais na final da Copa América de 2004.

A história de Zagallo ficará eternizada no Mundo dos Esportes.8