Quando uma criança sofre, todos morremos um pouco mais- Francisco Melgareco

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Quando uma criança sofre, todos morremos um pouco mais.

Não há vencedores em uma guerra. A história se repete muitas vezes, com muitos personagens diferentes.

Não aprendemos. A humanidade chegou até aqui aos “trancos e barrancos”, com avanços, evolução, descobertas e fronteiras. Construímos mais muros do que pontes.

Infeliz é o homem que precisa disparar uma arma enquanto outro homem conta uma história para seu filho dormir. Triste é o mundo onde sofre quem deveria apenas brincar e se divertir.

Quando uma criança sofre, todos morremos um pouco mais. É o fim do digno, o fim do crédito, do que sobrava de merecimento por este lugar em que vivemos. É o desprezo total e final, pela sorte ou benção de estar aqui.

Não há juízo final quando uma criança sofre. Perdemos. Fomos condenados inapelavelmente. Não há remissão, perdão ou redenção.

Um pedaço foi cortado e se foi. Há de se poupar as crianças. Elas são as letras que formam cada palavra que descreve a nossa história futura. Se o mundo será bom ou ruim, ou, se ainda existirá um mundo, depende delas e da forma como cuidaremos de suas essências.

Precisamos olhar para dentro. É preciso entender o que está ao nosso controle e podemos fazer para termos um mundo melhor. Empatia, compaixão e resiliência. Talvez ainda haja tempo, mas sorrir fica mais difícil a cada dia quando uma criança sofre.

E que se possa em alguma outra oportunidade se falar de esperança, pois por ora está difícil. Quando uma criança sofre, todos morremos um pouco mais.